O mundo acelera, a informação explode e nos vemos imersos em um turbilhão de dados e possibilidades. A fragmentação e a superficialidade dominam, aprisionando-nos em bolhas e alimentando a polarização. Neste contexto volátil e incerto, como construir relações sólidas e confiáveis?
A resposta reside na conexão entre Inteligência Artificial (IA), Inteligência Emocional (IE) e Inteligência Coletiva (IC).
A IA surge como aliada poderosa, capaz de processar o volume colossal de dados e gerar insights valiosos através de modelos preditivos. Com ela, podemos compreender o contexto, antecipar tendências e vislumbrar novas possibilidades. Mas lembremos: a IA é tão boa quanto os dados que a alimentam. “Lixo entra, lixo sai”.
É crucial compreender que a IA não substitui a essência humana. A intuição, a emoção e a compreensão do negócio transcendem a lógica fria dos algoritmos. Para usar a IA de forma eficaz, precisamos desenvolver o pensamento analítico e crítico, a criatividade e, acima de tudo, a inteligência emocional.
Segundo o estudo “Futuro do trabalho 2025” do Fórum Econômico Mundial, entre as 10 habilidades essenciais para 2025 estão: pensamento analítico, pensamento crítico, inteligência emocional, liderança e construção de relacionamentos
Empatia, a escuta ativa e a colaboração são habilidades essenciais para o profissional do futuro. Precisamos ser capazes de separar as pessoas dos problemas, suspender julgamentos e construir pontes através do diálogo.
Pensar de forma integrada, combinando IA, IE e IC, é a chave para navegar os desafios da Era Relacional. Somente através da conexão e do diálogo empático, transparente e respeitoso, poderemos alcançar a realização pessoal e profissional.
Olegário Araújo
Pesquisador do FGVcev, Advisor e especialista em inteligência competitiva