Você já pensou em usar inteligência artificial para otimizar vendas, gerir estoque, precificação, margem e personalizar a comunicação com seus clientes? A IA é realmente uma ferramenta poderosa, mas não faz milagres. Ela é como um motor de alta performance que funciona com o combustível que você oferece: os seus dados.
A frase “lixo entra, lixo sai” é mais atual do que nunca. A IA tem o potencial de integrar dados, transformá-los em informações, identificar padrões e construir cenários, recomendar ações e acelerar seu processo de tomada de decisão. Mas se os dados internos da sua empresa – sobre clientes, estoque, preços, margens, vendas e descrição dos produtos, etc. – não tiverem qualidade, as análises serão falhas, e suas decisões, equivocadas.
Afinal, os dados são o novo petróleo, como disse Clive Humby em 2006, mas eles só geram valor após serem “refinados”.
O papel da governança de dados no varejo
Para que sua IA funcione, a base é a governança de dados. Não é apenas uma questão técnica, é uma estratégia de negócio. Ela garante que seus dados sejam:
- De alta qualidade: Precisos, consistentes e atualizados;
- Confiáveis: Para que sua equipe os use com segurança e confiança;
- Seguros: Protegidos contra acessos não autorizados, em conformidade com a LGPD.
Se sua equipe não confia nos dados, não os usará. E se confia cegamente, sem verificar, poderá tomar decisões que afetam negativamente a empresa. Um bom cadastro de produtos e uma estrutura comercial bem organizada são o ponto de partida para ter dados de qualidade e competitividade no varejo digital. É vital revisar processos, integrá-los para se ter uma única “fonte da verdade” e constantemente verificar como são executados para termos dados íntegros, de confiança.
O profissional ambidestro e a IA
Para ter sucesso no novo mundo do varejo, o profissional precisa ser ambidestro: eficiente no dia a dia e proativo na busca por inovação. A IA é a aliada perfeita para isso. Ela permite que você deixe de fazer “autópsia” – analisando relatórios do passado que não podem ser alterados – para fazer uma “biópsia”. Com a IA, você usa dados para diagnosticar tendências, criar modelos preditivos e se adaptar de forma ágil, antecipando o futuro. Para isso, o profissional ambidestro precisa desenvolver as habilidades de ler, interpretar, comunicar e dialogar orientado por dados.
Não se trata de substituir a inteligência humana, mas de combiná-la com a inteligência artificial para otimizar processos, ganhar agilidade e garantir a sustentabilidade do seu negócio. Sua organização pode se adaptar mais rápido e prosperar, mas isso começa agora, com a qualidade dos seus dados.
O mundo digital não espera. E você?
Olegário Araújo
Cofundador da Inteligência360, arquiteto de diálogos e possibilidades