O consumo das famílias brasileiras no período de festas de final de ano deve avançar cerca de 15% em 2025, segundo levantamento da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). A combinação de renda reforçada no fim do ano e maior volume de encomendas tende a movimentar novamente o setor supermercadista.
Neste ano, os preços da cesta natalina estão, em média, 3,5% acima de 2024. Embora itens básicos tenham registrado recuos ao longo do ano, como arroz, feijão e leite longa vida, as proteínas típicas das celebrações seguem trajetórias diferentes. Chester, peru e tender apresentam alta estimada de 5,8%, comportamento ligado à forte sazonalidade e a custos logísticos mais elevados no período.
De acordo com o Presidente da Acats, Alexandre Simioni, o cenário confirma a expectativa de um Natal aquecido no varejo catarinense. “Os supermercados já percebem um movimento maior nas encomendas e na procura por produtos tradicionais. O fim de ano é um momento importante para o setor, porque reúne demanda elevada, variedade de itens e consumidores dispostos a planejar suas compras”, afirma.
No mesmo movimento, bebidas como cervejas e vinhos nacionais registram médias de reajuste mais moderadas, entre 4% e 5%, enquanto sucos apresentam as menores elevações, próximas de 2%. Entre as boas notícias, destaque também para o azeite, que ficou cerca de 18% mais barato em 2025 após a retirada da tarifa de importação, medida que reduziu custos ao longo do ano.
A pesquisa da Abras também mostra que a região Sul registrou o maior valor médio da cesta natalina, calculado em R$ 364,73. O montante supera o verificado nas demais regiões: R$ 341,99 no Centro-Oeste, R$ 352,75 no Norte, R$ 348,23 no Sudeste e R$ 351,28 no Nordeste.
Simioni destaca que o comportamento no Sul acompanha a qualidade e a variedade dos produtos ofertados. “O consumidor do Sul tem o hábito de buscar itens diferenciados nessa época, o que amplia o tíquete médio. Mesmo assim, o setor trabalha para garantir opções competitivas e manter o acesso a uma boa mesa de Natal”, explica.
Os supermercados também registraram aumento nas encomendas de proteínas animais, com crescimento médio de 10%, e de bebidas, que avançaram 13%. Produtos tradicionais da época, como panetones e chocolates, também tiveram incremento de demanda.