O que acontece com um produto depois que a negociação termina também fornece informações importantes para a próxima compra. Giro, ruptura, comportamento do shopper e desempenho nos diferentes canais ajudam a orientar decisões comerciais. Somados às possibilidades abertas pela inteligência artificial, esses dados fizeram parte das aulas desta quinta-feira, 17 de setembro, do curso Compradores do Varejo: de operacional a estrategista, promovido pela Associação Catarinense de Supermercados (Acats).
A primeira aula foi ministrada por Cintia Antonacci, Trade Marketing da Agência Higge. Com o tema “Trade Marketing: lojas físicas e canais digitais”, ela mostrou como informações coletadas na operação podem voltar para a mesa de negociação e contribuir para o planejamento entre compras, trade e fornecedores.
“O trade precisa participar das negociações porque traz informações do campo e do comportamento do shopper, identificando os produtos de maior giro e quais ações são mais pertinentes para o varejo. São informações que contribuem para o planejamento junto com o comprador”, pontua Cintia.

A análise também considerou uma jornada de compra distribuída entre lojas físicas e canais digitais. Para a área comercial, acompanhar como o consumidor se comporta nesses diferentes ambientes acrescenta novas informações às decisões sobre produtos, exposição e ações desenvolvidas com a indústria.
Inteligência Artificial
Se o trade permite conhecer melhor o que acontece com os produtos na operação, a Inteligência Artificial oferece ferramentas para lidar com parte do grande volume de informações que chega diariamente ao comprador.
George Menezes, Sócio-diretor da Open 7, abordou a “Inteligência artificial aplicada a compras” com foco no uso da tecnologia em atividades que fazem parte da rotina do comprador. “A nossa ideia é garantir que eles possam, de fato, levar isso para dentro das empresas. O fundamento é conseguirem aplicar aquilo que estão aprendendo aqui no trabalho deles amanhã”, afirma.
O conteúdo foi dividido em três níveis de aplicação. O primeiro reuniu ferramentas que podem ser utilizadas pelo próprio comprador. O segundo tratou de soluções que dependem do apoio da área de tecnologia. No terceiro, a discussão avançou para iniciativas corporativas que precisam ser adotadas pela empresa antes de chegar às equipes.
“Checar e-mails, conferir propostas e verificar cálculos são coisas que eles fazem no dia a dia e nem sempre conseguem fazer tão bem por não terem tempo suficiente. A IA faz isso de uma forma muito rápida e precisa”, acrescenta Menezes.
As aulas integram os 14 módulos do curso Compradores do Varejo: de operacional a estrategista. A formação da Acats percorre diferentes etapas do trabalho de compras e, nesta semana, também abordou Reforma Tributária e políticas de pricing. O objetivo é aproximar conhecimentos técnicos, comerciais e tecnológicos das decisões que fazem parte da rotina dos profissionais do setor supermercadista. As inscrições para novas turmas da capacitação serão abertas em breve.