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O verdadeiro impacto da reforma tributária na competitividade do seu supermercado

O processo de precificação no varejo supermercadista requer muita habilidade técnica ao ter que lidar com milhares de SKUs e uma complexa legislação tributária que pode gerar cálculos equivocados e colocar em risco toda a estratégia comercial de competitividade do seu supermercado. Uma precificação errada pode significar perda de vendas ao precificar acima do mercado e passar uma percepção de preço equivocada para seus clientes. Por outro lado, não conhecer os impostos incidentes em cada tipo de SKUs pode comprometer as margens.

E, a partir de 2027, essa complexidade tende a aumentar ainda mais pois, a reforma tributária, irá modificar todo o processo de precificação e cálculo de margem dos seus produtos e, a sua implantação escalonada (até 2033), irá demandar uma especialização ainda maior dos compradores e ajustes nos sistemas operacionais.

  • 2027 – 2028 Entra em vigor a CBS (deixa de existir o PIS e a COFINS)

Até o final de 2026 a legislação prevê o cálculo “por dentro” do PIS e da COFINS. A partir de 2027 com a reforma, a CBS passa a ser calculada “por fora”. Logo, se você não se atentar para a exclusão do PIS e da COFINS no momento da precificação, seus preços poderão ficar acima do mercado além de estar incorrendo, no momento do cálculo da CBS, numa bitributação ao calcular a CBS sobre o preço com PIS e COFINS embutidos.

  • 2029 – 2032 Implantação escalonada do IBS (IBS e ICMS operando juntos)

Aqui um dos pontos mais importantes que irá requerer sistemas que garantam o cálculo tanto do IBS como do ICMS nesse período de transição. Essa sistemática irá ocorrer até 2032 quando então, somente em 2033, o ICMS deixará de existir. 

  • Impacto na formação do preço de venda

A reforma tributária irá alterar estruturalmente a formação do preço ao mudar a sistemática de cálculo de “por dentro” para “por fora”. De 2027 a 2028 (apenas CBS) e de 2029 a 2032 (incluindo IBS e ICMS escalonados) serão 6 anos de muitos cálculos para se formar o preço de venda demandando atualizações constantes de cálculos e deslocando o foco estratégico para margem e competitividade. Quem souber precificar largará na frente.

  • Qualidade do cadastro de produtos

Outro ponto importante a se destacar é o relacionado a avaliação da qualidade do cadastro dos produtos uma vez que a nova metodologia dos cálculos e recolhimentos da CBS e do IBS estará totalmente ancorada nas NCMs cadastradas. Parametrizações erradas poderão dificultar a emissão dos documentos fiscais e recolhimentos indevidos.

A reforma tributária não será apenas uma mudança fiscal. Ela impactará a nova dinâmica de formação de preços e cálculo de margens. A sua área comercial está preparada?

Por Marcos Livato
Fundador da Livato Consultoria Empresarial
e um dos instrutores do Programa de Desenvolvimento Gerencial da Associação Catarinense de Supermercados (PDG Acats).

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Presidente Executivo

Alexandre Simioni

À frente do Grupo Passarela, uma das maiores redes supermercadistas de Santa Catarina e entre as 50 do Brasil, Alexandre Simioni lidera um time de mais de 3 mil colaboradores em 21 lojas distribuídas por 17 cidades no estado de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A missão é transformar a experiência de compras, oferecendo qualidade, preço justo e inovação.

Sua trajetória profissional combina uma formação em Administração de Empresas com especializações no segmento supermercadista, garantindo uma visão estratégica e operacional para enfrentar os desafios desse setor dinâmico.

Atualmente, além de presidir o Grupo Passarela, é presidente da Associação Catarinense de Supermercados (Acats) para o biênio 2025/26 e atua como conselheiro na Associação Brasileira de Supermercados (Abras), contribuindo ativamente para o avanço e fortalecimento do setor.

Acredita no poder da inovação, na força das pessoas e na importância do varejo para o desenvolvimento econômico.

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Presidente Executivo

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Paulo Cesar Lopes

Presidente do Grupo TOP, com mais de 40 anos dedicados ao desenvolvimento do varejo supermercadista, Paulo Cesar Lopes é bacharel em Administração de Empresas pela FURB (Universidade de Blumenau), com MBA em Gestão Empresarial pela FGV (Fundação Getúlio Vargas).

Além de CEO do GTOP, é Presidente do Conselho Diretor da Acats, Vice-presidente da Abras (Associação Brasileira de Supermercados) e Presidente da SINGAVALE (Sindicato dos Supermercados do Vale do Itajaí).

Participa de eventos e congressos nacionais e internacionais, realiza visitas técnicas em supermercados modelos no mundo inteiro para identificar tendências, novidades e oportunidades de negócio.

Se dedica ainda a relações institucionais com o Poder Público para encontrar soluções e traçar planos direcionados ao desenvolvimento do varejo supermercadista no Brasil.

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