Enquanto outros setores enfrentam oscilações e retrações, o varejo supermercadista brasileiro segue em constante expansão — e, junto com ele, surgem milhares de oportunidades para quem busca emprego, capacitação e crescimento profissional rápido.
Em 2024, as principais redes catarinenses investiram, juntas, cerca de R$ 1,6 bilhão em reformas, novas unidades e centros de distribuição — investimento que gerou cerca de 7 mil novos empregos diretos. O setor se destaca como uma das principais portas de entrada no mercado de trabalho formal.
A razão é simples: supermercados funcionam como verdadeiras escolas práticas de gestão, vendas e operação. Do empacotador ao gerente de loja, muitos profissionais constroem carreiras inteiras nesse ambiente, onde a performance costuma valer mais que o diploma.
Crescimento na prática

Não é raro encontrar histórias como a de Havnes Thiago, que começou a trabalhar em uma grande rede de supermercados em 2020 e de lá pra cá passou pelo setor de televendas, de floricultura, participou da abertura de novas lojas e hoje atua como coordenador de frente de caixa.
“O varejo acreditou em mim, então eu aprendi muito na prática, tive a oportunidade de ter esse crescimento profissional. Foi muito rápido, consegui conquistar minha casa, meu carro próprio, pagar a faculdade da minha esposa”, afirma.
Segundo a Associação Catarinense de Supermercados (ACATS), aproximadamente 20% dos colaboradores são promovidos a cada ano. O setor valoriza a promoção interna e investe em programas de formação continuada. Muitos supermercados oferecem treinamentos próprios, com foco em atendimento ao cliente, gestão de estoque e liderança.
“Nível de competitividade alto faz com que você qualifique mais o seu negócio, mas quem faz o seu negócio acontecer são as pessoas. Por isso precisa de pessoas qualificadas, então precisa investir. As empresas supermercadistas do estado tem investido na formação dos colaboradores e a ACATS também promovendo muitos cursos, encontros regionais levando formação pro profissional varejista”, afirma o presidente da ACATS, Alexandre Simioni.
Alta demanda e rotatividade

Com mais de 2500 empresas de supermercado espalhadas pelo estado, o setor demanda mão de obra constantemente. E mesmo com a automação ganhando espaço, a presença humana continua essencial, principalmente no atendimento e na gestão das lojas.
“As oportunidades acabam surgindo dentro da loja, pelo motivo da gente acabar tendo muito reconhecimento. se hoje eu tenho uma vaga de repositor, na maioria das vezes é porque ele virou um coordenador”, destaca Fernando de Oliveira, gerente geral de uma rede de supermercados do oeste catarinense.
Além da alta rotatividade de promoções, a diversidade de perfis das vagas e os programas estruturados de qualificação, aumentam ainda mais as chances de crescimento dentro das redes.
Olho no futuro
Com o crescimento do e-commerce alimentar, a digitalização de processos e a busca por experiências de consumo mais personalizadas, novos perfis também têm ganhado espaço nos bastidores do setor: analistas de dados, especialistas em logística, profissionais de marketing digital e desenvolvedores.
Ou seja, o supermercado deixou de ser apenas um lugar para comprar alimentos. É também um campo fértil para quem quer aprender, crescer e construir uma carreira sólida — com os pés no chão e os olhos no futuro.