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Prevenção de perdas no varejo: um olhar ampliado sobre os detratores de resultado e a jornada pela eficiência operacional

O cenário atual do varejo supermercadista exige mais do que controle: exige visão sistêmica, gestão inteligente de dados e uma cultura enraizada de eficiência. A Prevenção de Perdas deixou de ser uma área focada apenas no combate ao furto e passou a atuar como um pilar estratégico na rentabilidade das operações, englobando o conceito de Perda Ampliada.

Esse conceito abrange não apenas o que é visível nos balanços de estoque, mas toda perda de valor ao longo da jornada seja ela de produto, tempo, produtividade, margem, experiência do cliente ou potencial de venda.

Os principais detratores de resultado

No contexto da perda ampliada, é fundamental compreender que o resultado é impactado por múltiplos fatores interligados. Entre os principais detratores, destacam-se:

1. Ruptura de gôndola
A falta do produto no ponto de venda é uma das maiores causas de perda de venda e insatisfação do cliente. Frequentemente, não é falta de estoque, mas sim falha no reabastecimento, no endereçamento ou no controle de validade.

2. Desperdício operacional e quebras comerciais
Produtos descartados por má exposição, manuseio incorreto, falha de temperatura ou excesso de produção (no caso de padarias e perecíveis) representam perdas diretas e evitáveis.

3. Gestão ineficiente de validade e inventários
A ausência de processos bem definidos de giro e controle de validade aumenta o risco de perdas. Além disso, inventários imprecisos distorcem indicadores e mascaram problemas reais de performance.

4. Perdas por furto interno e externo
Ainda que o tema segurança física continue sendo importante, ele é apenas uma parte do problema. O desafio está em identificar e tratar comportamentos e fragilidades processuais que permitem essas perdas acontecerem.

5. Falhas na Gestão de Processos e Pessoas
A prevenção de perdas depende de pessoas treinadas, processos padronizados e tecnologia aplicada com inteligência. Sem engajamento da liderança e clareza de papéis, os indicadores dificilmente evoluem.

Ações estratégicas para melhorar os resultados

A transformação dos resultados em Prevenção de Perdas exige gestão integrada, cultura e dados. Abaixo, alguns eixos de atuação que têm se mostrado eficazes:

1. Diagnóstico ampliado e monitoramento por indicadores
Mapeie e quantifique as perdas considerando todas as dimensões do negócio da retaguarda à frente de caixa. Utilize KPIs como:

  • Índice de perdas totais (% do faturamento),
  • Índice de ruptura,
  • Acuracidade de estoque,
  • Percentual de descarte vs. venda em perecíveis,
  • Divergência de recebimento.

O uso de dashboards integrados e BI preditivo permite atuar preventivamente, e não apenas de forma corretiva.

2. Cultura de prevenção e engajamento
A perda é um problema coletivo, não de um único setor. Promova campanhas internas, feedbacks constantes e treinamentos práticos, com metas claras e visíveis. O reconhecimento de boas práticas é um acelerador poderoso da mudança de comportamento.

3. Tecnologia como aliada
Ferramentas como monitoramento inteligente por vídeo (IA), controle de validade digital, sensores de temperatura, auditorias eletrônicas e checklists automatizados ampliam a visibilidade e reduzem desvios antes que virem perdas financeiras.

4. Processos padronizados e gestão de rotina
O controle nasce da rotina. Procedimentos claros, revisões periódicas e auditorias internas estruturadas criam um ambiente de disciplina operacional, essencial para a melhoria contínua.

5. Parcerias estratégicas com fornecedores
A gestão da perda começa antes da loja. Trabalhar em conjunto com fornecedores para melhorar embalagens, vida útil e logística reduz desperdício e aumenta a eficiência de ponta a ponta da cadeia.

Ou seja, Prevenção de Perdas é estratégia, não custo.

A visão moderna de Prevenção de Perdas reconhece que cada desvio não é apenas um número é um aprendizado e uma oportunidade de evolução. A abordagem ampliada permite enxergar além das quebras e furtos, atuando sobre os detratores invisíveis da rentabilidade.

A jornada para resultados sustentáveis passa por quatro pilares: Pessoas, Cultura, Processos e Tecnologia. Empresas que conseguem equilibrar esses elementos não apenas reduzem perdas, mas constroem operações mais rentáveis, seguras e sustentáveis, fortalecendo a confiança do cliente e a perenidade do negócio.

André Faccin de Almeida
Coordenador de Prevenção de Perdas na Rede Cooper, membro do Comitê de Prevenção de Perdas da Acats, Conselheiro da ABRAPPE e Instrutor confirmado no Programa de Desenvolvimento Gerencial da Acats 2026.

Saiba todos os detalhes do PDG Acats 2026 clicando aqui.

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Presidente Executivo

Alexandre Simioni

À frente do Grupo Passarela, uma das maiores redes supermercadistas de Santa Catarina e entre as 50 do Brasil, Alexandre Simioni lidera um time de mais de 3 mil colaboradores em 21 lojas distribuídas por 17 cidades no estado de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A missão é transformar a experiência de compras, oferecendo qualidade, preço justo e inovação.

Sua trajetória profissional combina uma formação em Administração de Empresas com especializações no segmento supermercadista, garantindo uma visão estratégica e operacional para enfrentar os desafios desse setor dinâmico.

Atualmente, além de presidir o Grupo Passarela, é presidente da Associação Catarinense de Supermercados (Acats) para o biênio 2025/26 e atua como conselheiro na Associação Brasileira de Supermercados (Abras), contribuindo ativamente para o avanço e fortalecimento do setor.

Acredita no poder da inovação, na força das pessoas e na importância do varejo para o desenvolvimento econômico.

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Presidente Executivo

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Paulo Cesar Lopes

Presidente do Grupo TOP, com mais de 40 anos dedicados ao desenvolvimento do varejo supermercadista, Paulo Cesar Lopes é bacharel em Administração de Empresas pela FURB (Universidade de Blumenau), com MBA em Gestão Empresarial pela FGV (Fundação Getúlio Vargas).

Além de CEO do GTOP, é Presidente do Conselho Diretor da Acats, Vice-presidente da Abras (Associação Brasileira de Supermercados) e Presidente da SINGAVALE (Sindicato dos Supermercados do Vale do Itajaí).

Participa de eventos e congressos nacionais e internacionais, realiza visitas técnicas em supermercados modelos no mundo inteiro para identificar tendências, novidades e oportunidades de negócio.

Se dedica ainda a relações institucionais com o Poder Público para encontrar soluções e traçar planos direcionados ao desenvolvimento do varejo supermercadista no Brasil.

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